O que Oxford, Stanford e Imperial College tem em comum

Sou filho da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde fiz minha graduação e doutorado em Engenharia Elétrica. Lugar que adoro, com pessoas inteligentes e interessantes.

Também tive a felicidade de ser pesquisador na University of Oxford e no Imperial College London, uma experiência enriquecedora. Recentemente participei de um curso de empreendedorismo e inovação tecnológica na Stanford University, referência no setor.

É notável o reconhecimento dessas Universidades têm no mundo inteiro, e a pergunta que que surge das pessoas é: o que faz essas universidades serem tão grandiosas? Qual é o segredo?

Muitas pessoas acreditam que principal fator é a diferença de aporte financeiro em relação às instituições brasileiras. Embora os números validem esse fato, não é o ponto que considero o mais relevante.

Ao meu ver o que difere essas Universidades das brasileiras é foco. São instituições que possuem um foco muito claro. Entendo o foco como um visão e execução de longo prazo, nesses casos, décadas.

Oxford existe para formar líderes de estado e prêmios Nobel. Com 27 primeiro-ministros ingleses, mais de 30 líderes internacionais e 50 prêmios Nobel, seu plano estratégico deixa isso claro que essa é a sua missão. Quando a cura do câncer vier, certamente terá uma grande colaboração de lá.

Stanford é a universidade das empresas bilionárias. Na mesma parede da escola de engenharia estão as fotos dos fundadores da Google e da Yahoo. Em uma palestra que vi do Steve Blank, professor e empreendedor em série, ele disse – com clareza – que o processo de seleção já é preparado para recrutar as pessoas com o DNA da inovação.

O Imperial College se posicionou em uma difícil missão de ser um gigante na ilha que tem Oxford e Cambridge, e o sucesso que obteve também foi com foco e posicionamento estratégico. A grande aposta foi na multidisciplinaridade: criar espaços para pesquisadores de medicina conversarem com engenheiros e assim desenvolver soluções totalmente inovadoras

Se essas instituições, que são extremamente complexas e grandiosas conseguem, acho que devemos absorver a lição exercitar o nosso próprio foco.

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