Você está investindo bem em P&D?

A Harvard Business Review Brasil publicou um artigo recentemente sobre os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento(P&D) pelo mundo. A Apple segue como líder no ranking da inovação, mas é apenas a 18ª no ranking dos investimentos, o que nos traz a pergunta: qual a melhor forma de investir em pesquisa e inovação?

Nos últimos 7 anos trabalhamos na Enacom intensamente em projetos de P&D para grandes empresas brasileiras como Cemig, Vale, Light, Gerdau. E o que caracteriza os projetos de sucesso que tivemos? Tempo, orçamento adequado, e o envolvimento intenso da contratante. Isso nos mostra que a questão fundamental é tratar a inovação como estratégia da empresa e não apenas como alocação de recursos financeiros.

O fator tempo é essencial, principalmente quando se trata da inovação tecnológica; projetos de ponta no ramo da engenharia requerem de 12 à 36 meses de trabalho. E para manter a qualidade no desenvolvimento, as pessoas têm seu papel ainda mais destacado: a experiência do consultor pode ser o diferencial no caminho da inovação, e assim, doutores em um determinado assunto costumam ser valiosos para a concretização do resultado final.

Ainda assim, considero que o envolvimento por completo das empresas é o que determina o sucesso de qualquer projeto. Algumas organizações ainda tratam a contratação de P&D como uma contratação de um serviço tradicional. Talvez seja esse o motivo de apenas 6 empresas brasileiras estarem no ranking das 1.000 empresas mais inovadoras, e de termos uma média bem abaixo dos 10% da receita mundialmente investida no P&D.

Acreditar que a inovação traz resultados expressivos é essencial, e assim a empresa passa a participar na evolução do projeto, auxiliar no direcionamento do desenvolvimento e a ver o aprendizado transformando as pessoas, os processos e os resultados.

O segredo para implantar a inovação através da pesquisa e desenvolvimento na empresa é tratá-la como parte da cultura da sua empresa. Assim, sua energia e convicção de investir vai priorizar a alocação desse recurso dentro da sua empresa, independente se for uma exigência regulatória ou não. Contudo, se o P&D ainda é tratado como “obrigação”,é necessário aprimorar o entendimento de como tirar o melhor proveito desse tipo de projeto.

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